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Filtrando o excesso de informações: 3 dicas para alcançar a tranquilidade e a felicidade

Aprenda como filtrar o excesso de informações no mundo atual, seguindo a sabedoria dos estoicos e o critério de Bruce Lee. Descubra como alcançar a tranquilidade e a felicidade com as informações que você recebe.

Introdução:

Você já se sentiu sobrecarregado pelo excesso de informações que recebe todos os dias? Você já se perguntou como lidar com tantas notícias, textos, tweets, fotos, citações, mensagens de “procura-se”, fofocas sobre os Kardashian ou sobre o novo namorado da Taylor Swift?

Se você respondeu sim, você não está sozinho. Muitas pessoas sofrem com a sobrecarga de informação, que é a dificuldade de entender e tomar decisões diante de um grande volume de dados e estímulos.

Mas como podemos encontrar tranquilidade em um mundo tão corrido, tão cheio de informações? A resposta não é eliminar todas as influências externas e virar um eremita que vive nas montanhas como Zaratustra.

A resposta está na sabedoria dos estoicos, uma escola filosófica que surgiu na Grécia Antiga e que ensina como viver de acordo com a razão e a virtude.

Um dos principais representantes do estoicismo foi Epictetus, um escravo que se tornou um grande filósofo. Ele disse:

“A essência do bem é um certo tipo de escolha; assim como a essência do mal é um outro tipo. Mas, e quanto aos fatores externos? Eles são o material puro para a nossa escolha, que encontra o próprio bem ou mal ao trabalhar com eles. Como encontrar o bem? Não por se maravilhar com o mundo material! Porque se os julgamentos acerca do material são honestos, isso faz com que nossas escolhas sejam boas, mas se os julgamentos são perversos, nossas escolhas se tornam más.”

O que Epictetus quis dizer com isso? Ele quis dizer que o que importa não são as coisas externas, mas sim como nós as interpretamos e como nós agimos diante delas. Ele quis dizer que a tranquilidade (eustatheia) — algo que muitos de nós também buscamos e não vemos nem mesmo a sombra — vem de saber filtrar o mundo externo e fazer julgamentos corretos sobre as informações e estímulos.

Neste artigo, vamos explorar como podemos aplicar essa ideia dos estoicos para lidar com o excesso de informações no mundo atual. Vamos ver como podemos fazer uso da razão, como podemos adotar o que é útil, rejeitar o que é inútil e adicionar o que é especificamente nosso, e como podemos limitar o nosso consumo diário de informações e buscar o conhecimento que desejamos obter.

Como fazer uso da razão

A primeira coisa que precisamos fazer para filtrar o excesso de informações é fazer uso da nossa capacidade de raciocinar. Isso significa transformar informações distorcidas e confusas em algo passível de compreensão e análise.

Muitas vezes, as informações que recebemos são incompletas, imprecisas, tendenciosas, contraditórias ou falsas. Isso pode nos levar a fazer julgamentos errados, a tirar conclusões precipitadas, a acreditar em mentiras ou a nos deixar confusos e frustrados.

Para evitar isso, precisamos exercitar o nosso pensamento crítico, que é a habilidade de avaliar as informações de forma lógica, objetiva e criteriosa. O pensamento crítico nos ajuda a identificar as fontes, os propósitos, as evidências, os argumentos e as implicações das informações que recebemos.

Algumas perguntas que podemos fazer para desenvolver o nosso pensamento crítico são:

  • Quem é o autor ou a fonte da informação? Qual é a sua credibilidade, reputação e intenção?
  • Qual é o contexto e a data da informação? Ela é atual, relevante e adequada?
  • Quais são as evidências e os argumentos que sustentam a informação? Eles são válidos, confiáveis e consistentes?
  • Quais são as outras perspectivas ou opiniões sobre o assunto? Elas são consideradas, comparadas e contrastadas?
  • Quais são as implicações e as consequências da informação? Elas são positivas, negativas ou neutras?

Ao fazer essas perguntas, podemos filtrar as informações que recebemos e separar o que é verdadeiro do que é falso, o que é importante do que é irrelevante, o que é consistente do que é contraditório.

Como aplicar o critério de Bruce Lee em relação ao excesso de informações

A segunda coisa que precisamos fazer para filtrar o excesso de informações é aplicar o critério de Bruce Lee, que é uma forma de selecionar as informações que são úteis para nós e descartar as que são inúteis.

Bruce Lee foi um dos maiores artistas marciais e atores de todos os tempos. Ele criou o seu próprio estilo de luta, chamado Jeet Kune Do, que se baseia na seguinte filosofia:

“Adote o que é útil, rejeite o que é inútil, e adicione o que é especificamente seu”.

Essa filosofia pode ser aplicada não só às artes marciais, mas também à nossa vida e ao nosso aprendizado. Ela nos ensina a ser seletivos, flexíveis e criativos com as informações que recebemos.

Para adotar o que é útil, precisamos identificar as informações que são relevantes, interessantes e benéficas para os nossos objetivos, necessidades e valores. Essas são as informações que nos ajudam a crescer, a resolver problemas, a tomar decisões, a desenvolver habilidades ou a melhorar a nossa qualidade de vida.

Para rejeitar o que é inútil, precisamos descartar as informações que são irrelevantes, desinteressantes e prejudiciais para os nossos objetivos, necessidades e valores. Essas são as informações que nos distraem, nos confundem, nos enganam, nos manipulam ou nos fazem perder tempo.

Para adicionar o que é especificamente nosso, precisamos personalizar as informações que adotamos, de acordo com o nosso estilo, o nosso gosto e a nossa personalidade. Isso significa adaptar, combinar, modificar ou criar novas informações, de forma original e autêntica.

Ao aplicar o critério de Bruce Lee, podemos filtrar as informações que recebemos e escolher as que são mais adequadas para nós, de acordo com o nosso propósito e a nossa identidade.

Como limitar o consumo diário de informações

A terceira coisa que precisamos fazer para filtrar o excesso de informações é limitar o nosso consumo diário de informações. Isso significa reduzir a quantidade e a frequência de informações que recebemos, de forma consciente e voluntária.

Muitas vezes, somos tentados a consumir mais informações do que precisamos ou do que podemos processar. Isso pode nos levar a um estado de ansiedade, estresse, cansaço mental ou paralisia por análise.

Para evitar isso, precisamos estabelecer limites para o nosso consumo de informações, de acordo com o nosso tempo, a nossa energia e a nossa capacidade de atenção. Alguns exemplos de como podemos fazer isso são:

  • Desativar as notificações dos aplicativos, das redes sociais e dos e-mails
  • Definir horários específicos para acessar as fontes de informação, como sites, blogs, podcasts, vídeos, livros, etc.
  • Usar ferramentas ou plugins que bloqueiam ou limitam o acesso a determinados sites ou conteúdos, como o KillNewsFeed, que mata a timeline do Facebook, ou o StayFocusd, que restringe o tempo que você pode gastar em sites que você escolhe
  • Fazer uma lista das fontes de informação que você considera mais confiáveis, relevantes e úteis, e se concentrar nelas, evitando as que são duvidosas, superficiais ou inúteis
  • Fazer uma pausa regularmente para descansar a mente, meditar, respirar ou praticar alguma atividade física

Ao limitar o nosso consumo diário de informações, podemos filtrar as informações que recebemos e evitar o excesso, o desperdício e a dispersão.

Conclusão

Neste artigo, vimos como podemos filtrar o excesso de informações no mundo atual, seguindo a sabedoria dos estoicos e o critério de Bruce Lee.

Vimos que a tranquilidade vem de saber filtrar o mundo externo e fazer julgamentos corretos sobre as informações e estímulos.

Vimos como podemos fazer uso da razão, como podemos adotar o que é útil, rejeitar o que é inútil e adicionar o que é especificamente nosso, e como podemos limitar o nosso consumo diário de informações e buscar o conhecimento que desejamos obter.

Ao aplicar essas estratégias, podemos nos tornar mais conscientes, seletivos e criativos com as informações que recebemos, e assim, alcançar a estabilidade e a felicidade que os estoicos buscavam.

Como disse Epictetus, “não se deixe levar pelo esplendor das coisas externas, mas dê a cada coisa o seu valor e depois faça o que deve ser feito”.

Espero que este artigo tenha sido útil para você. Se você gostou, compartilhe com seus amigos, deixe um comentário ou assine a nossa newsletter. E lembre-se: filtre o excesso de informações e viva melhor.

FAQ

1. O que é excesso de informação?

Excesso de informação é a dificuldade de entender e tomar decisões diante de um grande volume de dados e estímulos. É um problema que afeta muitas pessoas no mundo atual, que estão constantemente expostas a diversas fontes de informação, como sites, redes sociais, e-mails, notícias, etc.

2. Como o excesso de informação pode prejudicar a nossa vida?

O excesso de informação pode prejudicar a nossa vida de várias formas, como:

  • Reduzir a nossa capacidade de atenção, concentração e memória
  • Aumentar o nosso nível de ansiedade, estresse, cansaço mental e paralisia por análise
  • Diminuir a nossa qualidade de aprendizado, criatividade e produtividade
  • Afetar a nossa saúde física e mental, causando problemas como insônia, dores de cabeça, irritabilidade, depressão, etc.
  • Comprometer a nossa felicidade e satisfação pessoal e profissional

3. Como podemos filtrar o excesso de informação no mundo atual?

Podemos filtrar o excesso de informação no mundo atual seguindo a sabedoria dos estoicos e o critério de Bruce Lee. Isso significa:

  • Fazer uso da razão para transformar informações distorcidas e confusas em algo passível de compreensão e análise
  • Adotar o que é útil, rejeitar o que é inútil e adicionar o que é especificamente nosso
  • Limitar o nosso consumo diário de informações e buscar o conhecimento que desejamos obter

4. Quem são os estoicos e o que eles ensinam?

Os estoicos são uma escola filosófica que surgiu na Grécia Antiga e que ensina como viver de acordo com a razão e a virtude. Eles defendem que o que importa não são as coisas externas, mas sim como nós as interpretamos e como nós agimos diante delas. Eles buscam a tranquilidade (eustatheia), que é um estado de estabilidade e harmonia interna, independente das circunstâncias externas.

5. Quem é Bruce Lee e qual é o seu critério?

Bruce Lee é um dos maiores artistas marciais e atores de todos os tempos. Ele criou o seu próprio estilo de luta, chamado Jeet Kune Do, que se baseia na seguinte filosofia: “Adote o que é útil, rejeite o que é inútil, e adicione o que é especificamente seu”. Essa filosofia pode ser aplicada não só às artes marciais, mas também à nossa vida e ao nosso aprendizado. Ela nos ensina a ser seletivos, flexíveis e criativos com as informações que recebemos.

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